A Estética Eco-Friendly como Destaque da Moda Mineira

Eco Fashion preserva a natureza sem escorregar na elegância

A Estética Eco-Friendly como Destaque da Moda Mineira
O desafio de criar roupas com apelo de respeito ao meio ambiente não é privilégio das grandes marcas e conceituadas grifes. Estudantes de Estilismo e de Design de Moda de Belo Horizonte provaram que com idéias inovadoras, doses de talento e criatividade é possível transformar lixo em luxo.

Batizado de Minas Eco Fashion, o evento promovido pelo Minas Shopping apostou pela segunda vez na sustentabilidade para exibir looks do Verão 2009. Na passarela verde do salão do Ouro Minas Hotel, onde aconteceram os desfiles, a temporada pediu passagem com roupas garimpadas diretamente das lojas de departamentos, grifes mineiras e peças com assinatura de jovens talentos da moda para o guarda-roupa de todos nós.

A possibilidade de preservar a natureza sem escorregar na elegância abriu passagem para o púbico, de cerca de 1,5 mil pessoas, deliciar-se com roupas usáveis e com a presença dos globais Erik Marmo e Paola Oliveira, que desfilou exclusivamente para a loja de departamentos Riachuelo.

Durante dois dias de evento, 6 e 7 de outubro, a sustentabilidade deu o tom às apresentações e à concepção de alguns ambientes do evento. Exemplo da sala VIP para a imprensa, projetada pelas arquitetas Amanda Haddad e Juliana Faria, que apresentou piso de placas de pneus prensados, decoração com cachepôs de bambu, vasos de papel jornal reaproveitado e pufes de fibra de bananeira e borracha de pneu, além de móveis de madeira de demolição.

Em consonância com a criação de produtos ecologicamente corretos, o evento reiterou a proposta sustentabilidade inserindo a mesma como tema do concurso Novos Talentos.

O campeão da noite de terça-feira, o estudante da Uni-BH Raphael Gonçalves Ribeiro, 23 anos, arrebanhou o prêmio de R$ 3,5 mil. Em segundo lugar, a dupla Juliana Antunes Pádua e Laís Torres de Melo embolsou R$ 2, 5 mil com a minicoleção Urban Trash. Já a estudante Pâmela Cordeiro, 20 anos, do curso de Estilismo da UFMG, ficou na terceira colocação, recebendo o valor de R$ 2,5 mil. Cada uma das três peças criadas pelos vencedores será leiloada em ação beneficente. A quantia arrecadada será revertida para a Associação de Trabalhadores em Materiais Recicláveis da Pampulha (Astemarp), responsável pela reciclagem da metade do lixo produzido no Minas Shopping.

Mergulhados na estética eco-friendly que assola o planeta, os estudantes selecionados transformaram sacos de lixo em textura que lembra couro, traduziram o corpete através das tramas do tricô de sacolas plásticas, recriaram o look melindrosa a partir do reaproveitamento de presilhas de calças e experimentaram mil outras possibilidades em materiais reaproveitáveis.

A criatividade pediu passagem na coleção Costura Plastificada, de Raphael Ribeiro. O estudante reuniu mais de 1,5 mil sacolas de supermercado e cerca de 100 sacos de lixo com capacidade de 60 litros cada, para decorar saia godê, colete e coktail dress. Abrindo mão da dupla infalível linha e agulha, Raphael estruturou suas roupas com cola plástica. Antes disso, no entanto, ele queimou o plástico, o recortou em círculos do mesmo tamanho e usou o material como uma espécie de segunda pele sobre o TNT, base das roupas. Não satisfeito, forrou os looks com algodão. O resultado é um encantador efeito preto e branco.

A dupla Juliana e Laís também sentiu-se instigada pelas experimentações realizadas no plástico dos sacos de lixo. Depois de lavado, o material, segundo elas, recebeu intervenções comuns ao tecido propriamente dito, ou seja, costuras pespontos e amassados. O que mais chama a atenção, no entanto, são as interferências em círculos que brincam pelo vestido frente-única em plástico e que mais lembram escamas de couro. A calça sarouel agregou nova linguagem com embalagem texturizada e pespontos distribuídos ao longo da mesma.

Diante do dilema “o que fazer com tantas presilhas de calças que sobram das confecções e fábricas?”, Pâmela Cordeiro apostou no reaproveitamento como estética de sua minicoleção. A estudante percorreu fábricas e garimpou sobras, ou melhor, sete quilos de presilhas de calças, shorts e bermudas. O material ora reaparece revigorado em cascata de franjas que passeia pelo vestido melindrosa, ora como trama do colete todo construído em passante. Nem o corpete com anquinha Maria Antonieta nem a saia balonê em versão Helena de Tróia se furtaram ao uso do material no look “Mulheres Guerreiras”. Também não ficaram de fora sandálias modelo gladiadora, rasteirinha e anabela construídas ou customizadas em tiras de passantes.

O concurso “Novos Talentos” selecionou dez trabalhos, entre 40 inscrições recebidas. Segundo a produtora de moda e idealizadora do concurso, Zoka Vassalo, os jurados avaliaram criatividade, viabilidade de criação e a proposta da coleção, entre outros quesitos.

Lady Campos
Jornalista de Moda

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