John Galliano fez novamente: transformou a coleção de alta
costura Primavera Verão 2010 2011, em um show espetacular, extravagante, fascinante e absolutamente magistral. Uma premissa que, embora pareça óbvia, nem todas as empresas parecem dispostas ou capazes a cumpri-la.
Uma coleção altiva, com influências do hipismo em cartolas, véus, e impecáveis hábitos de condução; vestidos de festa incríveis e dezenas de metros de cetim duchesse: Esta foi uma daquelas ocasiões em que John Galliano conduziu a Dior por um universo quase que teatral. Se em sua última coleção de alta costura Galliano buscou referências na lingerie, desta vez, o objeto do desejo do designer de Gibraltar são as Amazonas, essas elegantes jockeys de meados do século, absolutamente inebriantes e femininas.
Inspirando-se no trabalho do costureiro inglês Charles James, o responsável pelos belos vestidos da burguesia da “Belle Époque”, Galliano deu total liberdade à imaginação; relacionou jaquetas “New Look” com saias de equitação com complicados drapeados, com frívolos vestidos cocktail em tons de rosa e baunilha. Vermelho, preto, branco e cinza compõem, quase que exclusivamente a paleta de cores nesta primeira parte do desfile. Posteriormente vieram os opulentos e estruturados vestidos de baile de cetim que, obviamente são destinados para um público extremante seleto. No momento em que o último look deixou os holofotes (um bustiê cor-de-rosa com saia gelo cheia de cristais) era possível ouvir o suspirar da primeira fila.

Vestidos de festa alta costura Dior primavera verão 2010 2011. Foto:Marcio Madeira
Apesar da inconstância decorrente da grave crise financeira que afetou o mundo e moda, especialmente a alta costura, Galliano, mesmo sem se focar nos incríveis vestidos de alta costura, trouxe para as passarelas, em meio a rendas e bordados, um sonho magnífico, ao alcance de, pelo menos, aqueles que realmente podem se dar ao luxo, de ter um Dior alta costura em seu guarda-roupa.
Danusa Spricigo Pasqual
Samara Freneda
Redação