Depois dos 60 anos, sem óculos pra perto, nem pra longe

     

Implantes de lentes intraoculares multifocais com o método "mixing and matching" têm permitido essa tranquilidade em pacientes de catarata.

Depois dos 60 anos, sem óculos pra perto, nem pra longe
A perda da qualidade e da quantidade de visão é fisiológica. Mas a medicina oftalmológica evoluiu de tal maneira que, para a grande maioria dos casos de envelhecimento da visão, já é possível recuperar boas condições de enxergar após uma cirurgia de catarata de forma super personalizada e livrar-se também dos óculos. Este tema será a base da palestra do oftalmologista brasiliene, Leonardo Akaishi, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) durante o 35º Congresso Brasileiro de Oftalmologia que acontece esta semana em Belo Horizonte (MG) no Expominas. Akaishi falará sobre a "Personalização na seleção das lentes multifocais para cirurgia de catarata", no dia 27 (quinta-feira), às 17h45m no auditório 6.

São muitas as alternativas para o implante de uma lente intra-ocular em substituição ao cristalino (lente natural do olho que se torna opaca com o tempo), no momento de planejar a cirurgia de catarata. Os modelos mais atuais são produzidos em material maleável que podem ser dobradas e inseridas no olho em substituição ao cristalino, nas cirurgias de facoemulsificação, por meio de cortes (incisões) milimétricos.

Soluções

Entre as alternativas, há aquelas indicadas para pacientes com histórico de Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI), na família; as que melhoram a visão ao entardecer e à noite; as que permitem visão equivalente a 30 anos de idade para longe; as que melhoram a visão para perto; as multifocais que corrigem aberrações periféricas; as que permitem boa visão para diferentes distâncias e as tóricas, que corrigem também o astigmatismo.

Mas os recursos oferecidos pela variedade de lentes se traduz em maior benefício ao paciente, quando o oftalmologista leva em consideração o estilo de vida do portador de catarata, defende Akaishi. Ele comenta que as lentes devem ser programadas de acordo com os objetivos do paciente. Se dirige de dia, a lente indicada para o implante é diferente da sugerida para quem dirige muito à noite. Se o paciente gosta de jogar cartas, ler, distrair-se ou trabalhar em frente ao computador, praticar esportes sem óculos e sob quaisquer condições de luminosidade a indicação também tem suas peculiaridades. Às combinações de lentes intra-oculares de diferentes resoluções, é que são denominadas "mixing and matching". Trata-se de uma associação de lentes implantadas em substituição ao cristalino no ato da cirurgia para eliminação da catarata e que, em 96% das vezes, também elimina a necessidade de óculos.

Catarata

A catarata provoca a opacificação do cristalino, lente natural do olho que focaliza a luz conduzida da pupila até a retina. O olho jovem permite esse foco nítido. Com o passar dos anos, próximo dos 60, a luz já não chega tão clara e a visão fica borrada em conseqüência da opacificação do cristalino que se torna amarelado. Esse fenômeno é a catarata, faz com que os raios de luz se espalhem e alterem as zonas de foco. De acordo com Akaishi, o único tratamento existente é a cirurgia de remoção do cristalino e sua substituição por uma lente artificial. "Quando não tratada a catarata pode levar à cegueira", alerta. Atualmente, a catarata ocupa o primeiro lugar entre as causas de cegueira reversível no mundo.

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