Pano Pra Moda, Documentário de Letícia Matos

     

Letícia Matos tece uma malha de opiniões de críticos acerca da indústria da moda no Brasil.

Pano Pra Moda, Documentário de Letícia Matos
Jun Nakao é um dos expoentes da moda brasileira. Foto:Divulgação

Jun Nakao é um dos expoentes da moda brasileira. Foto:Divulgação

"Pano pra Moda - Um documentário sobre o mercado de moda brasileiro" -, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2009, é um documentário realizado por Letícia Matos e, que tem como objetivo, debater questões com representantes de setores da indústria da moda ou que estejam ligados a ela, buscando detectar tendências e apontar possíveis caminhos para um dos segmentos mais promissores da economia brasileira.

No decorrer da discussão proposta por Matos, foram realizadas entrevistas com profissionais do segmento, como editores de moda, estilistas, fotógrafos, empresários e representantes de diversas instituições e que mostrarão como o setor movimenta de maneira expressiva o mercado brasileiro.

Alcino Leite, editor de moda da Folha de SP, diz que "a moda é um design e como design ela tem duas facetas: a face industrial e a criativa”. Estas ampliaram suas fronteiras nos últimos anos e conferiram legitimidade à moda brasileira. Bob Wolfenson, fotógrafo renomado, foi um dos que se manifestaram diante do cenário fashion brasileiro atual: "Com o crescimento da indústria acho que surgiram muitos talentos. Houve um fluxo muito maior de pessoas e a quantidade trouxe a qualidade".



O mercado de moda brasileiro modificou-se de maneira expressiva nos últimos anos e em um espaço de tempo muito curto. De acordo com Denise Pitta, em sua pesquisa sobre Moda e Identidade Brasileira, na década de 1920, com a expansão da economia cafeeira, os gostos dos barrões do café assemelhavam-se muito aos da corte européia. Por conseqüência disso, a cópia do modo de vestir dos nobres europeus era freqüente e produtos eram importados.

Mas, essa época de riqueza e ostentação foi interrompida pela crise de 1929 e pela conseqüente bancarrota dos barrões de café do Brasil. A moda brasileira, porém, não se abalou e continuou crescendo nas décadas de 30, 40 e 50, com grandes nomes da criação de moda no Brasil, como Mena Fiala, a primeira estilista brasileira que realizava adaptações dos modelos europeus de acordo com o clima brasileiro e Dener Pamplona de Abreu, que favoreceu o desenvolvimento da primeira geração de costureiros no Brasil: Guilherme Guimarães, Clodovil Hernandez, Markito e Ney Galvão.

Mas, o grande problema para a moda brasileira era se desvencilhar da cópia, já que muitos viajavam para a Europa a fim de, trazer nas malas, peças de sucesso. "Quem viajava tinha dinheiro para ir para a Europa e voltar com uma mala de roupa tinha informação e hoje já não é mais isso porque você abre a internet e todo muito tem informação", Paula Cimino, gerente de vendas Texprima.
Realmente, a moda brasileira hoje é respeitada internamente e externamente. Jornalistas, críticos de moda e muitos criadores internacionais como Valentino, por exemplo, que esteve sob os holofotes do Claro Rio Summer 2008, testificam a atual importância das criações brasileiros no contexto mundial. Carlos Pazzeto, diretor Pazzeto Events Consult afirma que, "recebendo os jornalistas internacionais e conversando com eles dava pra sentir que o Brasil hoje em dia já é tratado de uma outra forma".

O tempo em que, segundo Paulo Borges, diretor executivo Luminosidade, "o Brasil era visto como pirata da moda, as pessoas eram muito mal recebidas, muito mal vistas, muito mal compreendidas", não existe mais. Eventos como o SPFW e o Fashion Rio movimentam bilhões e contribuem de maneira irrefutável com a economia no Brasil, mesmo diante de tantos entraves. Isto pode ser comprovado nas informações dadas por Rafael Cervone, presidente da SINDITÊXTIL de SP: "30 mil empresas faturaram U$ 43 bilhões em 2008 só no mercado interno e outras exportaram, em 2008, U$ 2,3 bilhões".

Dentre os entraves que prejudicam o crescimento da moda brasileira podemos citar a burocracia e a estrutura governamental do Brasil. "O Brasil é pesado do ponto de vista burocrático, do ponto de vista tributário, do ponto de vista legislativo", afirmou Fernando Pimentel, diretor superintendente ABIT, durante o documentário. Alberto Hiar, diretor da Cavalera, foi outro a criticar os governantes brasileiros na retórica dos incentivos governamentais para a indústria de moda no Brasil: "O governo é muito cafona. O governo é ultrapassado...".

E o futuro, como será?

Muitos têm sido os cursos técnicos e de graduação na área de moda a surgirem no âmbito educacional e profissional. Novos profissionais, com idéias cada vez mais inovadoras têm se destacado e apresentado novos conceitos do vestir. Jun Nakao, diretor de arte e estilista afirmou, durante o documentário de Letícia Matos que "hoje, o mercado de moda e tornou uma incógnita, porque vai depender muito dessa nova geração, dessa capacidade de renovação daqueles que estão entrando nesse mercado". Realmente, o futuro da indústria brasileira de moda está na mão daqueles que estão sendo formados agora à luz de uma economia cada vez mais competitiva e de consumidores cada vez mais exigentes quanto à inovação, qualidade e criatividade.

Com uma abordagem inédita, "Pano pra Moda - Um documentário sobre o mercado de moda brasileiro" abordará, dentro de um contexto histórico, qual a posição que a indústria da moda se situa na economia brasileira, o que ela representa para este mercado, as oportunidades, obstáculos e expectativas para o futuro.

Danusa Spricigo Pasqual
Redação


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