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O Papel da Moda na Roupa de papel

“Papiers à la Mode” mostra importantes personalidades da história e trabalhos de renomados estilistas que marcaram época 1 comentário

O Papel da Moda na Roupa de papel

Por: Danusa Spricigo Pasqual
Portais da Moda - Historia da Moda

Moda Shopping Atacado

Casaquinho acinturado e saia de Dior com seu New Look inspiraram plissados e outros detalhes reconstruídos no papel. Foto:Faap

Casaquinho acinturado e saia de Dior com seu New Look inspiraram plissados e outros detalhes reconstruídos no papel. Foto:Faap

Trajes de importantes personalidades da história e trabalhos de renomados estilistas que marcaram época foram ricamente recriados em papel pela artista plástica Isabelle de Borchgrave em “Papiers à la Mode”, mostra em cartaz até o dia 14 de dezembro, no Museu da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo.

Impregnada de referências passadas em formas, coloridos e detalhes, a roupa de papel de Isabelle, ao mesmo tempo que nos conduz ao pretérito, exalta a efemeridade da moda através da fragilidade do papel.
O papel que por ora se deteriora, rasga e amassa ganha uma linguagem nova pelas mãos da artista, que se utiliza de pincéis, sprays, guaches, nanquins, aquarelas e outros materiais para constituir o falso. Isso mesmo, no trabalho de Isabelle, simples papéis de embrulho (o mesmo usado para moldes de roupa) e finos lenços de papel para limpar lentes se transformam em sedas chinesas, em delicadas rendas, em antigas tiras bordadas, em enormes laçarotes de crepe e até mesmo em extenso rol de estampas empoeiradas e com perfume art nouveau.

Uma vez pintado, plissado, drapeado, o papel, agora com aparência de seda, algodão, veludo, linho, brocado ou lã, é modelado, cortado e colado pela exímia estilista canadense Rita Brown, responsável por importantes figurinos de ópera.



Modelo inspirado na tela 'O portrait de Hardwich', que traz a rainha Elizabeth I em traje real de 1599. Foto:Faap

Modelo inspirado na tela 'O portrait de Hardwich', que traz a rainha Elizabeth I em traje real de 1599. Foto:Faap






A complexidade de efeitos na roupa-escultura de Isabelle e Rita por um instante confunde o espectador e causa estranheza. A técnica de simulacro, conhecida nas artes, no cinema e na moda como trompe l’oeil é a chave para decifrar a enigmática roupa de papel.

Viajante do tempo, o traje de Isabelle e Rita reconta 400 anos de história em 80 looks de beleza singular. Em tamanho real, espartilhos, quimonos, caftans, gibão (que mais lembra, na atualidade, um colete), e, sobremaneira, vestidos foram recriados em sutileza de detalhes. Não à toa, Isabelle elegeu o século XVIII como um dos momentos de maior variedade em termos de vestuário, em função das transformações do modo de vida, do surgimento de novos materiais e possibilidades técnicas. Curadora da exposição e diretora do Museu da Faap, Maria Izabel Branco Ribeiro, conta que a predileção de Isabelle por trajes populares é realçada na mostra através do colorido vibrante e uso excessivo de ornamentos na roupa, o que hoje a moda se apropria e chama de influência étnica ou folk.







O vestido de Jeanne Lanvin, de 1924, recriado por Isabelle em aplicações em chinoiserie e pintura para simular brocados e bordados   . Foto:Faap

O vestido de Jeanne Lanvin, de 1924, recriado por Isabelle em aplicações em chinoiserie e pintura para simular brocados e bordados . Foto:Faap







A partir dessa idéia, segundo Maria Izabel, que esteve com a artista em seu ateliê, na Bélgica, Isabelle vai pinçando períodos da história. Figura na exposição o belo vestido da rainha Elizabeth I, de 1599, e com grandes aplicações de bordados, ponto russo, punhos no formato de coroa de romã, em devorê e gola estilo Medicis com aplicação de renda engomada. O modelo foi reconstruído por Isabelle a partir da tela “Elizabeth I, o portrait de Hardwich”, do ateliê Nicholas Hilliard e Rowland Lockley, na Inglaterra.

A réplica em papel do vestido da imperatriz Eugenie é outra surpresa estética. Içado do retrato Madame Moitessier (1856), o original em seda chinesa e motivos florais foi construído no papel em pinturas e detalhes de fita e laço.






Vestidos de noite inglês em florais pintados e detalhes em renda a partir da coleção de Snowhill Manor (1829-1831). Foto:Faap

Vestidos de noite inglês em florais pintados e detalhes em renda a partir da coleção de Snowhill Manor (1829-1831). Foto:Faap



Nada passa incólume pelas mãos experientes de Isabelle. Botões, listras, rendas (essas merecem um capítulo a parte) e até texturas e tramas de tecidos. Para reproduzir as tramas do linho em papel, segundo Maria Izabel, a artista arranhou com um pente o papel já pintado. O resultado impressiona. E o que dizer de bordados, fios em ouro, fitas, plissados, babados, franjas e amarrações? O plissado, aliás, é a base de construção de vários looks, entre eles, a saia rodada de Dior. Coordenada com o terninho acinturado de decote V, o famoso New Look de Dior (1947) também está na exposição.




Vestido árvore da vida, em estilo inglês, de 1780, com detalhe em manga de voile bordado e estamparia pintada no papel   . Foto:Faap

Vestido árvore da vida, em estilo inglês, de 1780, com detalhe em manga de voile bordado e estamparia pintada no papel . Foto:Faap





Longe do território que habita o corpo, as esculturas de papel em tamanho real já correram o mundo. Primeiramente foram expostas no Musée de L’Impression sur Étoffes, em Mulhouse, na França, em 1998. Com o mesmo título de Papiers à la Mode, a exposição já passou pelo Museum of Fine Arts de Boston, em 1999. No mesmo ano, esteve no Fashion Institute of Technology de Nova Iorque. No período de 1999-2000, no Hotel Braquenié de Paris, e de 2000-2001, no Victoria & Albert Museum de Londres. Logo depois, 2001-2002, passou pelo Royal Ontario Museum de Toronto, em diversos museus japoneses em 2002, no ModeNatie de Antuérpia, em 2004, no Sadberk Hanim Müzesi de Istambul, em 2005, e em Luxemburgo, em 2006. Pela primeira vez na América Latina, a exposição chegou ao Brasil e vale a pena ser conferida.

O look do meio realça a trama do linho recriado no papel. À direita, vestido francês reconstruído em papel que imita seda pintada. O da esquerda, tem listras e lenço de voil. Foto:Faap

O look do meio realça a trama do linho recriado no papel. À direita, vestido francês reconstruído em papel que imita seda pintada. O da esquerda, tem listras e lenço de voil. Foto:Faap




Serviço
Exposição: Papiers à la Mode
Data: até 14 de Dezembro de 2008
Horários: de 3ª a 6ª feira, das 10 às 20 horas
Sábados, Domingos e Feriados, das 13 às 17 horas
Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis - SP
Tel: (11) 3662-7198
E-mail: museu.secretaria@faap.br


Lady Campos
Jornalista de Moda





O meu objetivo nesta matéria é relatar sobre O Papel da Moda na Roupa de papel e tambem tirar suas duvidas, se está a procura de informação ou como encontrar o produto ou telefone de contato de empresas sobre: trajes de rainha , como fazer roupa de papel , roupa de rainha , como fazer uma roupa de papel , gibão roupa , moldesderoupa , molds com roupas de papel menino , roupa de papel , traje papal , vestidos de papel new look , leia também:

1 comentário para "o papel da moda na roupa de papel"

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  • olha os vestidos!!!!!!!!!!!!!!!

    beatrtiz

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