Um ciclo da moda começa com as feiras internacionais de matéria-prima e componentes do hemisfério norte, onde os primeiros fios, fibras, texturas,
couros, materiais e cartelas de cores são sugeridos com 18 meses de antecedência (um ano e meio) em relação a esta estação no hemisfério sul. Logo após estas feiras, as indústrias internacionais começam a criar suas coleções no hemisfério norte. Logo surgem as coleções. As visitas as feiras e bureaus inspiram estilistas, modelistas e empresários de moda e direcionam o mercado internacional.
O passo seguinte é o lançamento da coleção, onde ela é apresentada aos lojistas, imprensa especializada e ao grande público. Este lançamento é feito por desfiles, onde as marcas revelam o que foi produzido no mais absoluto sigilo. O desfile feito nas passarelas internacionais antecipa em aproximadamente 1 ano as tendências de uma estação no hemisfério sul, mas alguns confeccionistas dos países do hemisfério sul já estarão observando as tendências antecipadamente.
Depois da grande estréia nos desfiles, a coleção vai aos anúncios de publicidade especializada. Em revistas, out-door e outros, as grandes marcas divulgam as suas coleções, cerca de 4 meses após o término dos desfiles.
Depois das revistas, os produtos chegam as vitrines das lojas no hemisfério norte. Nas vitrines internacionais, os confeccionistas do hemisfério sul percebem as apostas do mercado.
Enfim, o que foi vendido nas lojas chega às ruas, havendo uma confirmação do que está funcionando na estação, ou seja, sendo consumido. Este período é quando começa a estação de fato no hemisfério norte. Ainda no hemisfério sul podemos analisar a confirmação das tendências no norte ao passo que criamos uma coleção, já que estaremos criando a coleção da estação seguinte a que estamos de fato passando.
Importantes para o ciclo da moda brasileira, as feiras nacionais, os fóruns de moda etc, servem ao empresário brasileiro como um laboratório para análise do material internacional para “traduzi-lo” para uso no Brasil. Além disso, estes eventos contribuem para a formação da identidade de uma moda com adaptações tipicamente brasileiras.
Novíssimas capitais da moda
Muito além do tradicional circuito NY – Paris – Mi
lão, novas metrópoles aparecem no cenário fashion mundial. Eis elas: Tóquio e Londres! Em Tókio, o distrito de Ginza agrupa o comércio de “massa”. Em Shinjuku, por outro lado, se concentram os restaurantes, bares e boates que embalam as noite da capital japonesa.
Em Londres, o comércio de “massa” da moda se reúne entre Picadilly e
Oxford Circus. Nesta última encontram-se as mais primorosas lojas de fast fashion do mundo: Topshop, Zara, French Connection, Gap, H&M e a Urban Outfitters. Em Marble Arch, Encontra-se a loja com artigos de moda mais baratos do mundo, a Primark. A Haute Couture está presente na Bond Street, próximo da Oxford Street, onde marcas como
Vivienne Westwood,
Chanel e
Christian Dior estão. Para os adeptos e simpatizantes da cultura punk Camdew Town, é o lugar certo. A moda tradicionalista espera por você em megastores como Harrods e Selfridges. Os vanguardistas encontram seu espaço na Brick lane.
Marwan Makdesi