História da moda
Glossário têxtil e tecidos
E
ELASTANO, FIO (SPANDEX)
fibra artificial proveniente do poliuretano, mais conhecida comercialmente como lycra. Provém da família das fibras químicas que possuem a maior capacidade elástica existente. Seu espichamento é altíssimo, o que confere a ele a capacidade de esticar e retornar ao seu estado inicial sem danificações. O fio de spandex é muito utilizado em roupas que necessitem de movimentos livres (como nos artigos da linha active wear) e uma alta transpiração, sendo que, misturado com tecidos como o algodão, proporciona conforto, elasticidade, boa transpiração e ótima resistência ao calor e ao frio.
EMBORRACHADO
Tecido com aplicação de resina, apresentando um aspecto de cobertura de borracha
ENTRETELA
Tecido de algodão endurecido com goma, usado para forros, cós, etc.
ENGOMAGEM
técnica utilizada para conferir ao fio maior resistência, que consiste na aplicação de uma solução colante natural ou sintética. Geralmente usada na fabricação de tecidos com fios singelos. Voltar Enfestado: diz-se do tecido dobrado ao meio, no sentido da largura, e assim enrolado na peça. Chama-se o lado da dobra do tecido enfestado de "festo" e as bordas de "ourelas".
EPONGE
Veja esponja.
ESCOCÊS
Tecido originário da Escócia, , em Sarja ou Tela xadrez de cores variadas. Também conhecido como Tartan, servia para identificar as varias clãs.
ESPINHA DE PEIXE
Tecido com ligamento sarja quebrada, resultando num efeito zig-zag semelhante às espinhas de peixe.
ESPONJA
Tecido de algodão ou ravon com aparência grosseira e peluda.
ENZIME WASH
confere aspecto “envelhecido” com bom toque, consiste em uma lavagem enzimática de 60 minutos a 40º c, depois passa por um processo de amaciamento.
ESTAMPAGEM
processo muito antigo, destinado a valorizar o aspecto de qualquer tecido. Foi iniciado na China e Egito, com pintura à mão e, depois, na Índia, Pérsia, etc. Foi introduzido na Europa no século XVIII. No tecido de seda, foi utilizado o primeiro processo industrial: "Impression à la planche" (tábua). Uma tábua grossa e plana recebia uma fita de bronze em relevo, acompanhando o desenho desejado. Este recebia o corante e, depois, ela era aplicada sobre o tecido, no lugar desejado, para produzir o motivo decorativo. No início, este processo proporcionava apenas o contorno do desenho, sendo o restante pintado à mão.
ESTAMPAGEM A QUADRO
o tecido a ser estampado é colado sobre uma mesa comprida. Sobre um quadro revestido com uma tela muito fina é gravado pelo processo de fotogravura o desenho desejado. O quadro é aplicado sobre o tecido e a pasta com corante, contida nesta tela, é aplicada em toda a superfície e penetra através dos furinhos da tela, sobre o tecido, conforme o desenho. O quadro se desloca manual ou mecanicamente, ao longo da mesa, a cada reporte do desenho. Cada quadro estampa uma cor apenas, e assim a operação deve se repetir conforme a quantidade de cores do estampado. Processo ainda muito utilizado. Tem as seguintes vantagens: rapidez, versatilidade, variedade de cores, desenhos finos e nítidos, etc. Porém, o grave defeito é o encaixe dos quadros, sempre delicado e eliminando certos tipos de desenhos (listra, fundo liso).
ESTAMPAGEM CILINDRO ROTATIVO
processo recente, combinando o antigo sistema a rolos e o sistema a quadros. Neste caso, a tela é uma chapa de inox cilíndrica e perfurada. É gravada pelo mesmo processo; colocada sobre o tecido (sempre colado sobre uma mesa, ou melhor, sobre um tapete transportador), ela recebe a pasta na parte inteira e gira, apoiada sobre o tecido. O andamento do pano é sincronizado com a rotação dos cilindros e contínuo. Assim, foi eliminado o encaixe do quadro e o andamento constante aumenta a rapidez da produção. Este processo tem as seguintes vantagens: maior rapidez, estampa qualquer tipo de desenho, nitidez, grande variedade de cores. Porém, ele exige uma instalação complexa de fotogravura e o cilindro é caro e delicado de manusear. Os processos já descritos exigem ainda, além disso, uma vaporização do tecido para fixar o corante, uma lavagem para tirar o excesso e, finalmente, o acabamento habitual.
ESTAMPAGEM COM ROLOS
inventados em 1834, os cilindros de madeira, e depois de cobre, são gravados em relevo, cada um feito com rapidez e eficiência e, em conseqüência, foram rapidamente popularizados, atualmente utilizados para os desenhos pequenos, de poucas cores e de grande difusão.
ESTAMPAGEM PAPEL IMPRESSO
utiliza-se um papel previamente impresso, o qual é aplicado sobre o tecido. Os dois passam entre 2 cilindros quentes, de uma calandra e, assim,o corante do papel migra para o tecido, conforme o princípio de sublimação. Este processo reúne o máximo de vantagens: rapidez, nitidez, qualidade, etc., porém atualmente, sendo o papel importado, o custo é ainda elevado. Futuramente, para estampar grande quantidade de tecidos, talvez seja este processo o mais interessante.
ESTONAGEM
processo de lavagem do artigo em tambores que levam, junto, as pedras de argila, chamadas de sinasitas. Durante a lavagem, as pedras entram em atrito com o artigo deixando-o com um aspecto “batido”, mais “usado”. Oferece-se também o aspecto um pouco desbotado e amaciado.
ESTRUTURADO
Vem de estrutura, claro. Em moda, usa-se para as roupas com corte e montagem certa no corpo, ou que remodele o corpo com artifícios de corte. Em geral, está presente na alfaiataria, nos blazers e casacões.